Regra de ouro

Amor e justiça devem estar em constante equilíbrio, caso contrário, quando há excessos em ambos, as noções de certo ou errado podem ser deturpadas. Havendo excessos na justiça, a mesma pode tornar-se impetuosa; já a clemência em demasia está a um passo da impunidade.

Em certas ocasiões, deve-se agir de forma dura, pois o choque também pode transformar as pessoas para o melhor. Todavia, seguir os valores da regra do ouro de forma inelástica em determinadas situações pode ignorar a humanidade do ser, fazendo a noção de “equidade e justiça” transpassarem os valores humanos.

Em suma, os valores de emoção, sentimento e reciprocidade devem sempre confrontar
com os valores ditos “racionais” ou de equidade. O confronto antagônico entre esses
dois modos de pensamento evitam o julgamento enviesado/deturpado de determinado
atitude com base em um ideal de uma pseudo-justiça, seja ela no mandamento do amor
ou na regra de ouro.

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