Em 2025, tive a oportunidade de realizar dois roteiros gastronômicos indispensáveis para quem ama comer: França e Pernambuco.

Naquele que é considerado o coração da Europa, tive a oportunidade de conhecer o berço da gastronomia clássica.

Já o Brasil foi colonizado no contexto das especiarias, tornou-se o “celeiro” do mundo e é atravessado por crises que, não à toa, derivam em criatividade.
A baguete que comi na França era sensacional e me marcou tanto quanto os melhores pratos de lá. Não lembra em nada o nosso pão francês, sua firmeza remete mais ao que chamamos de pão italiano, mas ainda assim, é diferente. Sua textura é dura por fora, a farinha polvilhada por fora chega a sujar os dedos, mas por dentro é bem macio e furadinho. Os restaurantes servem algumas fatias de baguete e um litro d’água antes mesmo que os clientes peçam, e por ser algo que compõe a mesa, como uma cobertura, ganhou o nome de “couvert”. Essa gentileza marca mais do que o magret com alligot que sonhava em provar, o crepe suzette com cheiro doce, ou um staek tartare que era lindo nas fotos.

Mas, voltando ao Brasil, qualquer comparação seria injusta. Nosso país é 5x maior do que aquele que faz a Europa pulsar. Mas enquanto país tropical, penso que a banana tem tudo a ver com o Brasil, a canela compõe o grupo de especiarias que trouxe a colonização ao país e o queijo coalho, úmido e cascudinho ao grelhar, com sabor de praia. Esse é um prato que eu apresentaria a um gringo que quisesse saber a história do Brasil em uma mordida, e confesso: uma baguete de entrada e uma cartola de sobremesa dispensam qualquer prato principal.

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